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Nova etapa do Projeto Na Medida atenderá 160 famílias de baixa renda

A rotina apertada e os gastos com itens básicos nunca permitiram que a família de Gilvano Pereira da Silva, de 42 anos, finalizasse o sonho de morar na casa própria com toda a estrutura planejada e adequada. Em setembro deste ano, porém, essa situação mudou.

Contemplado pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab), ele ganhou o projeto e a obra para os reparos necessários na residência, que fica na Estrutural.

A iniciativa faz parte do Na Medida, um dos eixos do programa Habita Brasília, e é desenvolvida pela companhia no subprograma Melhorias Habitacionais com Assistência Técnica.

Na casa, as principais mudanças ocorreram no banheiro e na área de serviço. Piso, revestimento, vaso, pintura e um tanque deram mais conforto e segurança para a família.

A esposa e dona de casa, Ana Paula Dourado, de 33 anos, mostra com orgulho o espaço, agora mais claro e arejado. “O banheiro estava horrível e nem tínhamos um tanque na área. Era uma pia pequena que não dava para lavar roupa direito.”

Gilvano, que há 8 anos mora no local com a mulher e o filho, construiu por conta própria, sem orientação técnica. “Eu não teria condição de pagar pelo serviço e material. Isso aqui ficou excelente, é outra visão, mudou tudo”, comemora.

 

Na Medida já beneficiou 1,4 mil pessoas

Desde 2015, o Na Medida atendeu 260 famílias de baixa renda e beneficiou 1,4 mil pessoas. A nova fase prevê que mais 160 sejam beneficiadas na Estrutural e em São Sebastião.

O benefício, que antes poderia chegar a R$ 13,5 mil, passa a ser de até R$ 15 mil. O recurso é da Codhab e utilizado para custear o projeto, o material de construção e a obra — sempre com foco em aspectos de salubridade, acessibilidade e segurança.

A coordenadora do Melhorias Habitacionais da companhia, Sandra Marinho, diz que o objetivo não é apenas a reforma, mas promover direitos que vão além do recebimento de uma moradia.

“Existem casos em que não há adaptação dos banheiros, rampas de acesso, portas que são estreitas. O programa tem um impacto muito grande na qualidade de vida, dignidade e no empoderamento dos atendidos”, ressalta.

Entre os problemas mais comuns encontrados pelos profissionais está a falta de circulação de ar, de entrada de iluminação natural e de revestimento nos pisos de áreas molhadas, como banheiro.

Sandra Marinho destaca ainda que os reparos têm reflexo direto na saúde: “Tendo a moradia como a área de longa permanência, a qualidade dessa edificação impacta diretamente na prevenção de problemas respiratórios como pneumonia e bronquite”.

As melhorias são articuladas por profissionais de arquitetura, urbanismo e engenharia e podem incluir:

  • ventilação e iluminação: abertura de poços para ventilação e iluminação naturais dos cômodos, instalação de portas e janelas e outras soluções para melhorar o conforto térmico
  • ampliação de cômodos: expansão de áreas existentes ou criação de novos cômodos para atender as necessidades da família
  • parede e piso: reboco e pintura de paredes, aplicação de revestimentos cerâmicos, regularização de pisos
  • cozinha e área de serviço: conserto de vazamentos, impermeabilização, combate a infiltrações, aplicação de pisos, azulejos, forros e outras soluções
  • banheiro: novas instalações, adaptação para acessibilidade, impermeabilização, troca de louças, instalação de caixa d’água, aplicação de pisos e revestimentos, forros e outras soluções
  • reforço estrutural: aplicação de estrutura de reforço, de vigas e de pilares, recomposição de fachada e outras intervenções que garantam a segurança estrutural da casa
  • telhado: instalação e troca de telhas, conserto de fissuras, cobertura de novas áreas, ajuste de inclinação e troca de calhas para evitar infiltrações e garantir proteção das chuvas

Todo o atendimento é acompanhado por assistentes sociais, e as prioridades do projeto são definidas pelos técnicos de acordo com a necessidade de cada moradia.

 

Famílias que ganham até três salários mínimos podem participar

Para participar do programa, a família deve comprovar que:

  • tem renda de no máximo três salários mínimos
  • reside há pelo menos cinco anos no DF
  • o imóvel não pertence a terceiros e está em área passível de regularização

Pessoas com deficiência têm prioridade, além de locais onde a situação é mais alarmante. Os interessados podem solicitar o cadastro no posto de assistência técnica da região em que moram.

Fonte: Agência Brasília

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