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Pôr do Sol recebe 50ª edição do projeto Ações Urbanas Comunitárias

Pincéis, rolos, fita adesiva e solidariedade. Esses foram os ingredientes da Ação Urbana Comunitária, que aconteceu, nesse sábado (5), no Pôr do Sol, na Ceilândia. O evento, que comemorou a marca de 50 edições, é um projeto da CODHAB que, por meio da parceria entre governo e a própria comunidade, revitaliza ruas, praças e espaços coletivos.

Durante dois sábados, e ao longo da semana, funcionários da Companhia e moradores locais trabalharam na principal avenida do Pôr do Sol, a Rua do Meio, rebocando e pintando muros e fachadas. Além disso, dois painéis foram confeccionados.  

Dona Maria das Graças Barbosa, 57 anos, é moradora do Por do Sol há 12 anos, e teve o muro de sua mercearia pintado de verde. O comércio é o sustento da família - ela é viúva e tem dois filhos. A pintura, ela acredita, vai até impulsionar suas vendas. “A iniciativa é muito boa, uma atitude louvável. O governo está fazendo o que não temos condições de fazer, e isso dá uma aparência melhor à rua, que fica mais limpa e bonita”, elogiou.  

Além da comunidade e dos próprios funcionários da CODHAB, a ação contou com a participação de estudantes de arquitetura e urbanismo de universidades da Colômbia, do Chile e da Argentina. Eles estão no Brasil para conhecer experiências bem-sucedidas no setor público. Os alunos puderam ver de perto casas em comunidades carentes que receberam o "Na Medida", também da Companhia. O projeto promove melhorias habitacionais sem custos no valor de até R$ 13.500,00 para moradias em comunidades carentes.

Sobre o projeto

O projeto “Ações Urbanas Comunitárias” é subdividido em três eixos: “Se Essa Rua Fosse Minha”, “Botando Verde” e “Reciclo Urbano”. O objetivo do primeiro é proporcionar uma nova relação da rua com os moradores, qualificando o ambiente público por meio da pintura de muros, fachadas e paradas de ônibus, além da criação de painel artístico.

O segundo planeja e executa, também em regime de mutirão, hortas e jardins, além de fazer a arborização dos espaços.  De forma sustentável, o “Reciclo Urbano” transforma pneus, manilhas, canos e caixas em bancos, brinquedos, jardineiras e lixeiras, transformando as áreas públicas com criatividade e baixo custo.

A seleção das áreas onde acontecem as ações segue critérios específicos. Interesse e articulação da comunidade para melhorar o lugar, inexistência de infraestrutura ou manutenção, possibilidade de arborização e paisagismo, vazios urbanos públicos, conexão com praças ou espaços de relevância e grande fluxo na comunidade são alguns deles.

 

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